quarta-feira, 9 de junho de 2010

Operação espanta-bode

Para tentar desestressar, melhorar meu condicionamento físico e perder a pança que cultivo há tantos anos, em janeiro eu comecei a fazer academia. No inicio, eu achei chato, mas a força de vontade em perder a barriga era maior. Hoje, seis meses depois, eu continuo achando chato, aliás, até mais chato do que no início, e a barriga continua aqui, intacta. O problema (ou a solução) é que a academia me ajuda a dormir. Como tenho que me virar nos 30 pra conseguir dormir, depois da academia eu chego em casa exausto e desmaio na cama, não importando o tanto de barulho que meu vizinho de dois anos e meio faça no quintal ao lado. Assim, eu me tornei dependente da malhação. Quando eu não vou, eu não consigo dormir bem, e acordo um caco, ou nem acordo, porque não dormi mesmo...

Bom, não me perguntem por que essa droga de academia é tão chata, eu não sei. Posso correr o quanto for, mas meu corpo não libera a tal da endorfina que “dizem” que dá sensação de prazer e bem estar. Pelo contrario, depois de meia hora na esteira eu saio com raiva da dor que sinto nas pernas. Ao levantar pesos, o qual eu acho mais chato ainda, ficam dois bodes amarrados, um em cada lado da barra, fazendo o exercício ficar ainda mais pesado. Mas acho que o pior de tudo são as conversas sem conteúdo. Não sei se eu sou problemático por não achar isso normal, mas o papo não faz sentido nenhum: “e ai, blz??” e só. Ou então: “Vai treinar?? Pega pesado ai heim veio!” “Tá tomando algum suplemento?” Acabou. Quando o assunto é futebol, o papo evolui um pouco mais (de 30 segundos passa a 10 minutos). Entre as meninas, os comentários são sobre as clinicas de estética com tratamento para celulite, redução de medidas, ou o endocrinologista que passa receita de moderador de apetite e afins.


Não que eu me considere superior a ninguém, mas pelo amor do Pai!!! Será que ninguém pode conversar sobre uma viagem, um livro que esteja lendo, uma atualidade, trabalho, ou mesmo televisão (excluindo-se Pânico, por favor), sei lá!!! A academia fica dentro da faculdade, só freqüentam alunos e funcionários, e ninguém nem fala mal dos professores! Como pode isso??? Ou eu estou MUITO fora se sintonia, ou meus ouvidos estão com algum problema, e só andam captando bobagens.

Como já disse, eu não me considero superior a ninguém, mesmo porque não faz muito tempo, eu costumava conjugar verbo com mim: “pra mim fazer, pra mim ir”. Graças aos sucessivos puxões de orelha do meu grupo de TCC, eu me corrigi. Eu nasci e cresci escutando meus pais falarem assim, mas eu me esforcei e consertei este mau hábito, que estava entranhado na minha cabeça. Ainda tenho outros hábitos que precisam ser corrigidos, mas muitos outros já foram. Sei que não sou nenhum catedrático, porém eu sei que tenho grande força de vontade. Eu quero evoluir, e creio que isso me coloque a frente de muita gente.

E a luta contra o bode continua, sempre firme e forte como prego na gelatina!

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