segunda-feira, 30 de março de 2009

Famosos prestigiam Cirque du Soleil...

Marcos Frota prestigia Cirque du Soleil no Brasil - PUFFF (peido!)


Brasil, adoro Brasil, terrinha boa pra viver, sol, praia, calorzinho dotoso, mãe, amigos, sobrinhas & irmãs.... Churrasquinho, festinha.... ai vai... Mas tem um povinho que ó!


Dei um Google it no Cirque du Soleil no Brasil, e vem: `famosos prestigiam Cirque du Soleil no Brasil`, então tá né, mais uma desculpa pra aparecer na mídia. Eu nunca pensei que um dia eu iria ver um show do cirque e eis que um dia, depois de umas margueritas em Vegas a galera resolve, vamos no circo: e lá tava eu, vendo um show do Cirque... Foi sonho, adorei... Sentei numa cadeira boa, vi de boa sem constrangimento. E pronto, Fini! Ai venho pra Montreal e um dia passeando de bicicleta com Ruizao, vi o circo montadão no Porto. Veio aquela sensação de circo no bairro da gente. lembro que o último circo que montaram perto da onde eu morava no Brasil era bem pobreta, mas fez a festa da gente. Nem faz tanto tempo assim, tipo uns 7 anos atrás - cara, o leão grunhava toda noite e a gente não dormia -era o leão lá a dara no quintal de casa - Dara é nossa cachorrinha, uma fox paulistinha de uns 15 cm de altura. A cachorra enlouquecia com o leão e latia até ficar rouca - e a gente não dormia nem a pau!!! No fim era engraçado. Mas o melhor de tudo foi quando vimos que a Dara e a Penelope (outra cachorrinha) estavam cheia de pulga, adivinha da onde - leão. pois eh! Um dia elas foram passear no circo (a gente tinha que colocar o leão e a Dara frente a frente) e acabou que a cadelinha tava pura pulga!!! Coisa bem brasileira!


Lembro que uma vez minha vó me levou no circo, eu tinha uns 9 pra 10 anos e ela me botou um xale horrível, preto com umas flores e tal. Eu queria MORRER, uma porque eu detesto circo (o du soleil passa) outra que eu sabia que ia ter gente da minha escola la, em turminha sabe, e eu tava indo com a minha vó e com aquele xale horroroso - nem me pergunta sobre o show porque dá um branco, fiquei traumatizada, BODASSO da minha vó... Tentei me enfiar no pacote de pipoca vermelha de tanta vergonha!!! Fracasso total!


Circo com bicho, tenho várias e várias histórias traumatizantes... putz, se a minha mãe entra na onda, ela ainda conta detalhes que fazem com que eu fique mais e mais traumatizada!!


Ah, esqueci, tem aquele circo Cavalia, tipo um cirque du soleil, mas esse com cavalos e super produção. Acreditem ou não, muito mais caro que o Soleil, e tá aqui, 3 blocos da minha casa.... só de ver a lona, dá um frio na espinha só de pensar que tem um bicho por lá!


O circo chegou...

Então, já faz um tempinho, armaram o circo. Tá lá, no Porto Véio, esperando a palhaçada!!! Provavelmente eu vou, o bofe quer puxar o saco da sogrona (que nunca, pasmem nunca foi ao cique) e disse que vai leva-la. Se leva ela, leva eu! Não sei o nome do espetáculo, só sei que o ingresso mais barato tá $55 doletas canadenses! Não to empolgada, o Rui num ta aqui!!! Ja sei como vai ser, vamos nós: sogro + sogrete, eu + jonathan, se a gente vai, o irmão também vai e se ele vai a cunhadona também vai. Vamos nos sentar atrás de algum pau, ou alguém vai incomodar... Vai vir o break, todo mundo vai levantar, enfrenta fila, a sogréti vai reclamar as tampas, o cunhadão vai fazer alguma piada besta, a cunhada vai ficar com cara de merda ou dizer algo que leu no site super-hiper-ultra inteligente sobre o espetáculo (e eu vou soltar um peido), o sogrão vai ficar perdido no meio do povo, o Jonathan vai comentar: ai, se eu soubesse.... e eu, soltarei outro peido ou tomo uma tragada de alguma bebida alcoólica que claro, terei que enfiar na bolsa!
Voltaremos para nossos assentos, o pau vai tá la na nossa frente, alguém vai reclamar : - Porque comprou o mais barato! - mesmo que seja presente, foda-se, tem que reclamar.... o show começa, a véia vai detestar, o irmão vai detestar, a cunhada vai ficar com cara de bosta, o sogrão vai dizer que na tv é melhor, o Jonathan vai comentar, da próxima vez só vem a gente, e eu vou pensar, AI QUE SAUDADE DO RUI e tomo outra tragada!! eita vidinha canadense!!

Procuro Emprego....




Ai que ontem pela manhã ligo a TV e dou de cara com Lula dando entrevista na CNN. O entrevistador era um indiano (nem preciso comentar o sotaque!) e foi bem simpático, já nosso presidente encheu a boca ao comentar :
- Serei o primeiro e único presidente a fazer parte do G20 que não teve escolaridade e morou no meio de BARATAS e RATOS!
Desculpem-me mas cansei desse discursinho que ele vem dando desde que entrou como presidente. Detesto ! Imagino minhas sobrinhas dizendo pra minhas irmãs - pra que estudar que o presidente é analfa!
Outra coisa que notei é que ele começava a responder da mesma maneira: - A GENTE, bla bla bla, MAS A GENTE. bla bla bla! Presidente não fala `a gente´!
Ainda diz que é amigo do presidente da Venezuela e que pediu pra ele ser amigo do Obama! E que reza mais pro Obama do que rezava pra ele mesmo quando virou presidente! Eu não prestei atenção, não tive vontade... Meu deu mais agonia quando ouvi isto:

"I know what unemployment means, because I was unemployed for 1½ years. And I know the drama that the worker -- an unemployed worker -- faces."
Quando ouvi isto, veio a imagem do meu pai correndo atras dele em S.Bernardo quando ele foi despedido SEM JUSTA CAUSA da Ford.... e aquele gordinho, com um gorrinho, cheio de pose nem olhei pro meu pai!! Desculpem, mas eu nao votei , nao voto e nao vou voltar pro Lula.... Lulala o caraio!

Não era Paris, era Montreal!!!


É engraçado como nos pegamos em uma onda de nostalgia de vez em quando. Eu procuro me distanciar desses momentos, evitando fotos, vídeos ou mesmo objetos que me façam lembrar momentos que não voltam mais. Pode ser fraqueza, e até injustiça com algumas pessoas que fizeram parte do meu passado, mas é a maneira que eu encontrei de parar de viver no passado e focar no futuro.
Mas nem sempre eu consigo evitar essas memórias. Em “The Curious Case of Benjamin Button” as cenas que se passam em Paris foram, na verdade, gravadas no Vieux Port de Montreal. Estou eu, assistindo o filme bem tranqüilo, e viajando na história (que, diga-se de passagem, é uma viagem total) quando me dá um estalo e eu me lembro que essas cenas foram filmadas bem em frente à escola onde eu estudei e trabalhei por quase um ano. Engraçado que, não faz muito tempo, cheguei a comentar com um amigo que, na época em que eu trabalhava na escola em Montreal, haviam gravado um filme bem em frente ao prédio, e eu não me lembrava o nome.
Lembro-me que na semana das filmagens, as meninas da escola quase ficaram loucas percorrendo aquela cidade atrás do Brad Pitt. Minha professora de francês tirou uma foto dele digna da capa da People, e foi difícil alguém prestar atenção nas aulas durante aqueles dias...É estranho você assistir um filme e reconhecer o local que serviu de cenário. Principalmente quando esse local foi uma parte integrante de sua vida por um bom tempo. Bons tempos que não voltam mais, mas que foram infinitos enquanto duraram...
Rodolfo

sábado, 28 de março de 2009

Eu também quero meu pão dessa bacia!

Recebi esta fábula por e-mail, enão podia deixar de publicá-la...




FÁBULA DA GALINHA VERMELHA

"A história da galinha vermelha que achou alguns grãos de trigo e disse a seus vizinhos:- Se plantarmos trigo, teremos pão para comer. Alguém quer me ajudar a plantá-lo?'- Eu não. Disse a vaca.- Nem eu. Emendou o pato.- Eu também não. Falou o porco.- Eu muito menos. Completou o ganso.- Então eu mesma planto. Disse a galinha vermelha.E assim o fez. O trigo cresceu alto e amadureceu em grãos dourados.- Quem vai me ajudar a colher o trigo?' Quis saber a galinha.- Eu não. Disse o pato.- Não faz parte de minhas funções. Disse o porco.- Não depois de tantos anos de serviço. Exclamou a vaca.- Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego. Disse o ganso.- Então eu mesma colho. Falou a galinha, e colheu o trigo ela mesma.Finalmente, chegou a hora de preparar o pão.- Quem vai me ajudar a assar o pão? Indagou a galinha vermelha.- Só se me pagarem hora extra. Falou a vaca.- Eu não posso por em risco meu auxílio-doença. Emendou o pato.- Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão. Disse o porco.- Caso só eu ajude, é discriminação. Resmungou o ganso.- Então eu mesma faço. Exclamou a pequena galinha vermelha.Ela assou cinco pães, e pôs todos numa cesta para que os vizinhos pudessem ver.De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço. Mas a galinha simplesmente disse:- Não, eu vou comer os cinco pães sozinha.- Lucros excessivos!. Gritou a vaca.- Sanguessuga capitalista! . Exclamou o pato.- Eu exijo direitos iguais!. Bradou o ganso. O porco, esse só grunhiu.Eles pintaram faixas e cartazes dizendo 'Injustiça' e marcharam em protesto contra a galinha, gritando obscenidades. Quando um agente do governo chegou, disse à galinhazinha vermelha:- Você não pode ser assim egoísta..- Mas eu ganhei esse pão com meu próprio suor. Defendeu-se a galinha.- Exatamente. Disse o funcionário do governo. Essa é a beleza da livre empresa. Qualquer um aqui na fazenda pode ganhar o quanto quiser, mas sob nossas modernas regulamentações governamentais, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto de seu trabalho com os que não fazem nada. E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha vermelha, que sorriu e cacarejou:- Eu estou grata, eu estou grata. Mas os vizinhos sempre perguntavam por que a galinha, desde então, nunca mais fez porra nenhuma...Nem mesmo um pão. "


Esta 'fábula' deveria ser distribuída e estudada em todas as escolas brasileiras. Quem sabe, assim, em uma ou duas gerações, sua mensagem central pudesse tomar o lugar de toda essa papagaiada pseudo-socialista, que insiste em assombrar nosso país e condená-lo à eterna miséria.
Qualquer semelhança desses bichos com alguns abaixo é mera coincidência:
*Sem-Terra
*Sem-Teto
*Quilombola
*Com Bolsa-Escola e Sem Escola
*Com “Quota”
*Puxa-sacos
*Com indenização de Perseguido Político
*Sem bosta nenhuma
*Sem Vergonha
Rodolfo

sexta-feira, 20 de março de 2009

Altos e Baixos

Nem dá pra acreditar como eu passo por tantos altos e baixos nessa vida. Não faz nem uma semana, cheguei de Nova York, me sentindo o cidadão do mundo, depois de tomar uma breja no Fridays da Times Square e andar pelas ruas do Soho. Do aeroporto, depois dos abraços e beijos na família que há três meses não via, fui direto ao Poupa Tempo dar entrada no meu seguro-desemprego. Que decadência não?? Chego de Nova York e vou direto enfrentar 3 horas de fila num órgão público... Este é um verdadeiro módulo de introdução à pobreza. Pois é, e o pior são as conversas que a gente escuta na fila. Todos os desempregados da fila culpavam a tal “crise” sem nem entender direito do que se tratava (mas deu na "Grobo" então tá todo mundo sabendo). Gente simples, chefes de família que agora têm que espremer o orçamento para poder se virar com o seguro-desemprego.
Sabe o que acho engraçado? O ano de 2007 foi considerado um dos melhores da economia brasileira, tanto na arrecadação de impostos, quanto no faturamento das empresas. E então, ao menor sinal de desconfiança do mercado, as mesmas empresas que encheram os burros de dinheiro há pouco mais de um ano, agora estão em dificuldades e realizam demissões em massa. É engraçado como a base da pirâmide é sempre a que mais sofre... E para driblar a crise, os líderes mundiais tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para estancar o sangramento de quem sempre só explorou e lucrou em cima do assalariado: Bancos e investidores. Quanto tempo será que alguma parcela deste dinheiro vai demorar para ser direcionada à geração de empregos?
Bom, o meu segundo módulo de introdução à pobreza foi no dia seguinte à minha chegada, quando enfrentei a burocracia da Caixa Econômica Federal, para o resgate de meu fundo de garantia. Mais tarde, peguei o trenzão em direção a zona leste de São Paulo, ai pirei de vez, não teve jeito (Quem usa o transporte público na Zona Leste de São Paulo sabe do que estou falando). O povão querendo entrar no vagão, e eu querendo sair, ai vira aquele vuco vuco do inferno. Um transeunte muito educado veio arrastando todos e algum pedaço de sua mochila arranhou meu braço e eu saí de lá sangrando. Ai eu penso, “O que eu estou fazendo aqui meu Deus?? Isso não é lugar pra mim...”
No fundo (bem perdido lá no fundo), eu ainda tenho esperança neste país, sabe? Acho que é por isso que sempre volto. Nos dias em que estou mais revoltado, eu quero matar um indivíduo que empurra todo mundo no trem só pra tentar pegar um lugar vazio e ir sentado. Bom, muitas vezes o povo empurra é pra conseguir entrar mesmo, se não fica para fora e tem que esperar o próximo trem. No fundo (bem perdido lá no fundo) o animal que empurra todo mundo só quer ir sentado depois de um longo dia de trabalho. De quem é a culpa? Do governo que não proporciona transporte público de qualidade? Ou do indivíduo que não vota direito?? Esta é a pergunta que não quer calar...
Pode ser um ciclo vicioso, o indivíduo não vota direito porque não tem educação, que por sua vez não é provida pelo governo. Ai o indivíduo sempre vota na mesma corja que não proporciona educação, e assim vai...
Eu tenho uma teoria. Acho que a culpa é do jeitinho brasileiro. Todo brasileiro sabe que é muito mais gostoso quando se pode tirar vantagem de algo. Por isso o índice de reeleição dos prefeitos que investem em educação é baixo. Segundo uma pesquisa do Unicef e do Ministério da Educação, de 37 municípios brasileiros onde a educação ia bem, apenas 16 reelegeram seus prefeitos. Por que votar em alguém que investe em escola? O povo quer mesmo é dentadura, cesta básica, bolsa esmola, sombra e água fresca, não é?

Rodolfo

Paradoxo do Nosso Tempo

Paradoxo do Nosso Tempo Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das 'rapidinhas', dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!

Autor Desconhecido

quarta-feira, 18 de março de 2009

Síndrome de intercambista Brasileiro nos EUA

Voltando do meu terceiro intercâmbio (pois é, sou viciado) no exterior, presenciei mais uma vez as conversas vazias e inconsistentes de vários brasileiros que voltam dos EUA, depois de uma farra na terra do Tio Sam. Só consigo abominar cada vez mais a opinião da classe média brasileira em relação ao Brasil, suas opiniões, clichês e manias. Sinto-me um idiota por um dia ter feito parte desta “catiguria”

Assim como a maioria dos Brasileiros presentes naquele vôo, eu e Érika, a idealizadora deste Blog, ao final de um ano e meio de intercâmbio, estávamos voltando ao Brasil com um par de Nike Shox nos pés e um Ipod no ouvido. Ao chegar aos EUA pela primeira vez, é impossível não se deixar influenciar pela cultura consumista do Tio Sam. Imagine um mundo perfeito, onde pessoas loiras de olhos azuis sorriem acolhedoramente e dizem “How are you doing today?” E logo em seguida te apresentam todas as marcas e luxos que nunca antes estiveram ao seu alcance, a preços mórbidos? A minha primeira reação foi deixar vários paychecks nas lojas, e levar para casa tudo o que eu achava que me fazia feliz. Como qualquer outro, eu havia me integrado ao sistema capitalista que toma conta do mundo.

Assim como outros intecambistas do avião, a minha opinião em relação ao Brasil era de que o meu país não passava de um buraco atrasado, onde tudo demorava a chegar e a acontecer. Tudo era mais fácil, mais bonito, mais organizado nos EUA. Ganhar dinheiro era simples e não requeria muito esforço, e gastar era um prazer. A minha meta era comprar tudo o que eu não poderia comprar no Brasil.

Depois de uns meses longe da família, amigos e do meu país, eu comecei a me questionar o que realmente era importante na minha vida. Eu precisava mesmo de tudo isso? Era tão necessário assim poder comprar comprar e comprar? Nada disso me fazia feliz, e nem me completava. Não vou ser hipócrita e dizer que não gosto de comprar coisas boas por preços baixos, mas o que me irrita são as vantagens contadas e a presunção dos indivíduos que as contam. “Comprei um laptop maneiro por ninharia...” e logo vem outro querendo se sobressair “Achei um melhor por um preço incrível! No Brasil tudo custa caro...” E assim começa a conversa sobre o tênis, a câmera, a roupa, o perfume... E o pior, a comparação do Brasil com os EUA “O Brasil é uma merda, não dá pra comprar nada! Tudo é muito caro, uma roubalheira, uma zona, uma sujeira, corrupção...”

Não fecho meus olhos para os problemas do Brasil, mas quando vou ao exterior, procuro mostrar o que temos de melhor. Ninguém fala o quanto os americanos podem ser mal educados ao atender um cliente. Qualquer boteco do Brasil pode dar de 10 a 0 no atendimento de qualquer estabelecimento americano. Ninguém fala sobre preconceitos sofridos por estrangeiros trabalhando nos EUA. Os sapos que tiveram que engolir por parte dos desavisados americanos que acham que brasileiro fala espanhol, e que a gente mora no meio da floresta. O pior de tudo é ver um universitário brasileiro super bem capacitado, lavando pratos e recebendo ordens de um imbecil arrogante que nem completou o ensino médio. E depois ainda fica vangloriando os americanos e sua nação, além de falar mal do Brasil.

Com certeza temos muito que melhorar, mas para melhorar, temos que começar a agir, e não criticar o Brasil e continuar não fazendo nada. Viajar ao exterior para fazer compras é mais fácil do que exigir do nosso governo soluções aos nossos problemas. É claro, isso é muito mais difícil e chato. A política é chata, ninguém gosta de se ocupar com esses assuntos. Mas tenha certeza de que se você não se ocupa com a política, a política se ocupa com você.


Rodolfo

quarta-feira, 11 de março de 2009

parlez français?

Para colocar em dia as MINHAS novidades, aqui vai: estou estudando pra fazer o Toefl, pois é, tem uma hora que todo mundo que sai do Brasil tem que fazer o bêndito Toefl. O problema é como estudar pro Toefl? Boa pergunta ! Peguei um livro com 2 CD s na biblioteca e estou lendo e escutando sem parar... Mas no fundo só dá pra mostrar o que a gente aprendeu a vida inteira no teste, já que as perguntas podem ser sobre qualquer coisa neste mundo de Deus, desde que como plantar alface até como explicar como é a rotacao da Terra. Tá pensando que é piada mas não é não, esses são dois assuntinhos que aparecem no livrinho que estou estudando.
Mas então, sobre a pessoinha aqui: ai que eu vou todo dia pra biblioteca estudar o bêndito livrinho, e hoje estou eu, 4 horas escutando e lendo em inglês (sem Babelfish iupi!) e um senhorzinho do meu lado fala: bla bla bla ra ra paaapa.... eu respondo: Sorry! E ele da um sorrisão amarelo e de novo: bla bla ba ra ra paaapa.... tirei o outro fone do ouvido e disse: Anglais? French? Quoi, what? e ele me abre o bocão e diz: bla bla bla e aponta pra porra do computador.... eu respondo: - Do u wanna a cable, earphone, sorry, I dont have! E ele sorri de novo e diz: bla bla bla ra ra paaapaaa.... e aponta pra escada do banheiro... eu digo: - Ok, I watch it for you!!! e ele , com a maior cara de ceará das arabias me pergunta: - Parlez francais? , a minha vontade foi de empurrar ele escada abaixo, mas ai , com toda a elegância do mundo eu respondo: - Oui monsieur, je parle et je regarde votre ordinateur.... Pas de probleme!!!
Conclusão - Didi moco das arabias malditas!!!! To indo pra casa!!!!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Yala University x Só pra quem pode University




Dando um update da vidinha aqui em Montreal, lá vai:


- estou tentando entender como faço pra entrar numa faculdade aqui, tendo em consideração que são só duas que posso estudar: Concordia (Yala) e McGill (só cuzudo)... Semana passada fiquei lendo, traduzindo, enviando e-mail, lendo, visitando, ou seja, VIRANDO DO AVESSO pra tentar aplicar pro Concordia até domingo e claro, óbvio, não consegui. Agora com mais tempo, estou lendo, traduzindo, enviando e-mail, visitando, TENTANDO FALAR COM ALGUM SER HUMANO PESSOALMENTE no McGill. Sim, estou tentando saber se eu sou cuzuda o bastante pra aplicar pro McGill, sabe como é que é, um monte de B e B+ no histórico escolar faz alguma diferença aqui. Pelo menos é o que eu entendi, mas tomara viu, porque eu era a maior NERDONA, então vamo ve se vai servi pralguma coisa neh.


Bom, próxima postagem vou contar como foi o SERVICINHO NOTA 10 (de merda) que recebi quando fui pessoalmente conversar com o pessoal da Yala university!


Bjunda....

AMAR É...




Do ponto de vista masculino:


Depilar a perna da namorada macaca num sabadão friolento....


Ou

Do ponto de vista feminino:


Fazer com que o namorado pentelho te depile e pare de encher o seu saco, assim você pode assistir CSI Miami sossegada!!!